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Taxa Selic em 10,25% ao ano, o que muda para você?

Em 31/05 foi finalizada mais uma reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) e você deve ter visto que a Taxa Selic, Taxa de Juros do País, caiu de 11,25% para 10,25% ao ano. E as expectativas são de continuidade dessa queda.

Mas e daí, o que mudará na sua vida?

Primeiramente gostaria de lhe explicar de uma forma simples e sem ‘’financês’’ o que é essa tal Taxa Selic.

Taxa Selic é a Taxa de Juros do País, é ela quem dita o ritmo do custo do dinheiro no território brasileiro.

           Se hoje temos uma taxa em 10,25% ao ano quando você for financiar algo girará em torno de 10,25% ao ano mais spread bancário, e claro, quando fazemos investimentos que nada mais é que emprestar dinheiro para alguém (banco, governo, empresas e outros) também receberemos em torno disso.

           E por que se modifica essa taxa? Se modifica quando o Banco Central quer estimular ou desestimular o consumo.

           Voltemos a momentos recentes…

Em 2012 quando o Banco Central queria estimular o consumo, chegamos a ter a Taxa Selic em 7,25% ao ano, o que acabou gerando uma busca muito grande por empréstimos, quase todo mundo trocou de carro, financiou um eletrodoméstico de linha branca e comprou um imóvel, gerando o famoso ‘’boom imobiliário’’, pois o dinheiro do mercado estava barato.

Me lembro bem que nessa época alguns carros depois de adquiridos chegavam a demorar em torno de 6 meses para chegarem à concessionária. A Lei da Oferta e da

Procura é um modelo que determina o preço, e como a demanda foi grande o preço também aumentou na mesma proporção.

Esse aumento de preço dos produtos é a inflação, que deteriora nosso dinheiro. Por isso inflação alta é um pesadelo para a população e deve ser controlada. E bota pesadelo nisso, principalmente para quem viveu na década de 80 e lembra da hiperinflação, que tem como símbolo na minha memória a remarcação de preços dos produtos no supermercado a todo o momento.

A inflação é muito fácil de ser notada, basta você pegar uma reserva financeira que tem hoje para comprar um mouse sem fio por exemplo e não adquiri-lo, guarde o dinheiro no colchão e volte para comprá-lo com essa reserva ano que vem. O que acha que vai ocorrer? Você não conseguirá comprá-lo, pois, o mouse estará bem mais caro provavelmente.

Trabalho todos os dias nos últimos 10 anos para mostrar às pessoas que só faz sentido não adquirir esse mouse hoje e usufruir dele logo, se eu conseguir com esse mesmo dinheiro bem aplicado comprar no ano que vem o mesmo mouse e pelo menos a pilha junto, ou seja, deixar de adquirir hoje para um objetivo maior amanhã. E lhe garanto que a Poupança que possui mais que 10% do PIB do País em aplicações, não lhe proporcionará isso, mas falaremos de possibilidades de investimentos em outra oportunidade.

Para conter esse movimento de alta dos preços, que chegou a gerar uma inflação superior a 10% ao ano, estourando todas as metas, o Banco Central começou a desestimular o consumo chegando em 2015 a Selic em 14,25% ao ano. Em paralelo começa a gerar também dificuldades para as empresas, iniciando um movimento de desemprego e toda essa bola de neve que estamos vivendo atualmente.

O cobertor da economia é curto, quando cobre a cabeça, descobre os pés, quando cobre os pés, descobre a cabeça e uma teoria de solução definitiva seria o incentivo à indústria nacional, mas não se faz esse processo num plano de Governo de 4 anos e nem gera votos para reeleição, portanto pararemos por aqui a discussão política já que se entrarmos nesse mérito ficaremos aqui escrevendo e lendo facilmente por uns 3 dias consecutivos…

Em síntese o que muda na sua vida, é que se estiver planejando financiar algo, você tenderá a ver taxas menores com o passar do tempo, e se você é um(a) investidor(a) do mercado financeiro, terá que reavaliar seus produtos para se adaptar ao cenário atual.

Busque assessoria financeira gratuita de profissionais altamente qualificados no mercado e mude os patamares de suas atitudes.

Autor: Leonardo Fernandes

Recomendações:

Leonardo Fernandes 07 de dezembro de 2017 CDIInvestimentosJurosLHxTaxa Selic

Nasci em 30 de maio de 1981. Isso mesmo: Geminiano autêntico!! Conversa comigo pra tu ver!!! Rs Tive uma infância de "frango caipira" e formei-me em Farmácia em 2002. Amo o que faço, assim como amo minha família. Costumo dizer que lá em casa meu pai é o foda, minha mãe é a fodona e eu e o Henrique, os fodinhas! Rs Casei-me em 2004 e formamos a Familia "L", de Leonardo Monstro, Liliane Monstra e minhas filhas são as monstrinhas. Competitivo? Nãããoooo! Só não deixo minhas filhas ganharem de mim nem em jogo da memória! Hehehe Sou santista de coração! Juntamente com meu irmão e sócio Henrique (dupla dinâmica), fundamos a LHx e já acumulamos mais de 10 anos de experiência no Mercado Financeiro. Sou um cara orgulhoso e fico muito feliz ao olhar para trás e lembrar como começamos a empresa e onde estamos atualmente. Para finalizar, continuo com "sangue nos olhos" para os próximos objetivos que trilharemos juntos com nossa equipe de feras. Vamos que vamos, seus malucos!!! Frase preferida: "Aqui é trabalho, meu filho" - Muricy Ramalho.

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