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Previdência Privada: como escolher o plano ideal?

Cada vez mais ouvimos falar sobre a Reforma da Previdência e ela, de fato, está prestes a acontecer. Ainda não sabemos se será branda ou se terá moldes mais duros. A verdade é que nós, brasileiros, precisamos acender o sinal de alerta e nos preparar para o futuro, independente das decisões do governo.

Quando falamos em investir para a aposentadoria, é comum pensarmos logo em Previdência Privada. Mas, afinal, investir em Previdência Privada é mesmo um “bom negócio”? A resposta é: depende!

Antes tratarmos sobre as principais diferenças entre os planos de Previdência e também sobre os tipos de tributação que incidem sobre eles, devemos ressaltar alguns pontos.  Primeiramente, ao se pensar em investir em Previdência Privada é importante conhecer bem o seu perfil de investidor e traçar suas metas para o curto, médio e longo prazo. Essa etapa é essencial para que você obtenha sucesso no seu planejamento financeiro. Muitas pessoas investem todo seu dinheiro em previdência pensando apenas no longo prazo, mas se esquecem de separar uma reserva financeira para situações emergenciais e, caso seja necessário realizar algum resgate desse investimento antes do planejado, isso pode gerar um ônus muito grande com Imposto de Renda (IR), por exemplo. Logo, o ideal é que os investimentos em previdência sejam realizados pensando em um prazo acima de 10 anos.

Além disso, a Previdência é o único investimento acessível ao investidor comum que permite a mudança de fundos sem o pagamento de IR (através de portabilidade) e também o único investimento que não entra em processo de inventário (Obs.: cada Estado possui um posicionamento sobre a cobrança do ITCMD). Também é possível realizar investimentos via boleto bancário ou débito automático, o que garante regularidade nos aportes.

Por fim, uma outra observação interessante é que a discussão sobre o futuro da previdência pública despertou o interesse de muitas instituições independentes e de grandes gestores para esse mercado. Com isso, hoje é possível alcançar excelentes produtos previdenciários dentro das mais diversas categorias (renda fixa, multimercado e renda variável).  Bom, agora que esclarecemos alguns pontos sobre a Previdência, vamos falar sobre as principais diferenças entre os planos, para que você possa fazer a melhor escolha na hora de realizar os seus investimentos.

VGBL x PGBL

Existem duas grandes diferenças entre os tipos de plano de Previdência Privada. Na VGBL, o imposto incide somente sobre a rentabilidade, enquanto que na PGBL o imposto cobrado incide sobre a rentabilidade e sobre o principal no momento do resgate. Logo, é comum pensarmos que não faz sentido escolher uma PGBL, certo? Mas lembra do nosso “depende”? Ele também vale nesse caso.

Existe uma segunda grande diferença entre os planos de Previdência. A PGBL nos possibilita deduzir até 12% da base tributável do IR, já na VGBL isso não é possível. No entanto, a PGBL só é interessante para quem faz a declaração COMPLETA do Imposto de Renda. Caso você faça a declaração SIMPLIFICADA de IR, seja um profissional liberal e/ou já contribua com 12%, a melhor opção passa a ser uma VGBL.

Progressiva x Regressiva

Independente do plano de Previdência Privada que você escolher (PGBL x VGBL),  será necessário definir o regime de tributação que incidirá sobre seu investimento. Existem basicamente dois tipos de tributação: Progressiva ou Regressiva.

A tabela progressiva segue a mesma tabela de Imposto de Renda, começando em 0 e indo até 27,5%. Veja a tabela de 2019:

Captura de tela 2017-03-09 às 16:02:00

Como podemos perceber, quanto maior for a retirada, maior será o imposto pago. É importante ressaltar que caso você tenha alguma renda além do que será resgatado da previdência, esses valores serão somados e é este resultado que irá definir a alíquota de IR que será cobrada.

No regime de tributação regressivo, a alíquota começa em 35% e reduz 5% a cada 2 anos, até chegar ao patamar mínimo de 10%, após 10 anos. Lembrando que o tempo é considerado sobre cada aporte efetuado, ou seja, caso tenha realizado uma aplicação em JAN/2009, o imposto cobrado em JAN/2019 será de 10%, em caso de resgate da aplicação. No entanto, considerando essa mesma data para o resgate de uma aplicação realizada em JAN/2018, a cobrança será de 35%, mesmo que ambas tenham sido feitas no mesmo produto.

Além de observar os pontos levantados nesse artigo, como perfil de investidor, prazo de investimento e tipo de declaração de IR, é sempre bom procurar a ajuda de um profissional para garantir que você esteja mesmo fazendo a escolha certa, afinal de contas, estamos tratando de uma aplicação de longo prazo e, talvez, da sua renda complementar até o final da vida.

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Natalia Abrão 09 de maio de 2019 AposentadoriaPrevidência

Artigo por

Nascida em Goiânia, tinha duas paixões quando criança: praticar esportes e colecionar coisas. De todas as minhas coleções a preferida era a de moedas. Era chamada de "tio patinhas" pela minha mãe por causa dela. Ainda nessa época, assuntos relacionados a planejamento financeiro, investimentos e economia já chamavam a minha atenção. Graduei em Educação Física, mas atuei pouco nessa área. Em 2016, já em Brasília e depois de ingressar no Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, decidi encarar a 2ª graduação: Ciências Econômicas! Quando os amigos descobriram, passaram a me bombardear com perguntas sobre investimentos. Foi quando eu percebi o quanto eu gostava de falar sobre isso! Comecei a estudar mais, fiz um MBA em Finanças e tirei a certificação exigida para poder atuar como assessora de investimentos. Hoje busco atender as necessidades de investimentos de todos os tipos de clientes, seja Pessoa Física ou Jurídica, analisando os objetivos e necessidades de cada um, a fim de apresentar soluções personalizadas de investimentos. Hoje, como assessora, eu ajudo meus clientes a realizarem os seus sonhos!

1 Comentários

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    Gostei muito do texto. Com linguagem simples, explicativo. Parabéns



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