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O que são e como funcionam os fundos de investimentos?

Fundos de investimentos funcionam como um condomínio, onde pessoas com o mesmo interesse alocam capital com o objetivo de comprar cotas de investimentos.

Através de uma estrutura composta por diversos profissionais, os fundos realizam a gestão do capital dos cotistas, aplicando em um ou mais ativos, conforme a estratégia definida no regulamento do fundo.

Os cotistas também dividem os custos de operação do fundo, que são cobrados através da taxa de administração.

Em resumo, quando o investidor aloca capital em um fundo, ele está entregando a responsabilidade de gestão do seu capital a diversos profissionais, com as seguintes funções:

  • Gestor: é quem toma as decisões de compra e venda, buscando atingir os objetivos de rentabilidade.
  • Administrador: é o responsável administrativo pelo funcionamento do fundo.
  • Auditor: responsável pela fiscalização e conferência das contas e documentos do fundo.
  • Custodiante: é quem registra e guarda os ativos comprados pelo fundo.

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) é responsável pela regulamentação e elaboração das normas dos fundos que, por sua vez, possuem um regulamento interno, descrevendo as suas características e regras.

Podemos elencar 4 tipos básicos de fundos de investimentos, variando conforme o(s) ativo(s) onde o capital é investido:

  • Renda Fixa: direcionam a maior parte do capital investindo em títulos públicos (Tesouro Direto), emissões bancárias (CDBs, LCIs, LCAs) e emissões privadas (debêntures e títulos de dívidas de empresas).
  • Ações: direcionam a maior parte do capital investindo em ações ou cotas de outros fundos de ações.
  • Fundos Cambiais:direcionam a maior parte do capital investido em moeda estrangeira
  • Fundos Multimercados:direcionam o capital investido em diversos ativos como moeda, juros e ações.

Abaixo seguem alguns critérios importantes para avaliar antes de investir em um fundo de investimento.

  • Liquidez: define em quanto tempo o dinheiro irá cair na sua conta após a solicitação de resgate de um fundo de investimentos.
  • Rentabilidade: define qual é a remuneração esperada do fundo. Pode ser avaliada com base na rentabilidade histórica, comparada com referências como o CDI ou o índice Bovespa (para o caso de comparar fundos de ações).
  • Risco: define a volatilidade do fundo de investimentos, ou seja, qual é o grau de variação (negativa ou positiva) que o fundo de investimentos tem ao longo do tempo.
  • Taxa de administração: é a taxa cobrada pelos gestores do fundo para manter toda a estrutura de funcionamento
  • Taxa de performance: alguns fundos cobram uma taxa de performance sobre a rentabilidade que exceder uma referência. Por exemplo, 20% sobre o que exceder o CDI.

O fundo de investimentos não tem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Os fundos de investimentos estão sujeitos a dois tipos de tributos:

  • IOF – Alíquota regressiva que incide sobre a rentabilidade, cobrada para resgates até o 30º. dia após o investimento
  • Imposto de Renda

Abaixo estão as variações das tributações a depender do tipo de fundo:

  • Fundos de Ações
    • Os fundos de ações são isentos de IOF.
    • O Imposto de Renda tem alíquota única de 15% sobre a rentabilidade do fundo, independentemente do prazo da aplicação.
  • Fundos de Curto Prazo

 

 

  • Fundos de Longo Prazo

 

 

 

 

Esses índices são chamados de benchmark no jargão do mercado financeiro e os fundos geralmente têm objetivos de rentabilidade associados a benchmarks.

Usualmente, a rentabilidade dos fundos costuma ser expressa em relação ao CDI: “o fundo rendeu 98% do CDI”. É a chamada rentabilidade relativa. Entenda a diferença entre rentabilidade absoluta e relativa.

Fique atento: o rendimento de um fundo é muito impactado pelos custos, representados principalmente pelas taxas de administração e de performance, mas também por outros menos conhecidos, como os encargos. Leia o item 4!

Em alguns casos, o fundo tem volatilidade baixa, mas isso não significa baixo risco. É o caso do crédito privado

Por isso, é importante pesquisar sobre a reputação da gestora do fundo e compreender os riscos envolvidos na estratégia de investimento.

Saiba mais sobre risco e volatilidade dos fundos de investimento.

4) Custos

Custos estão presentes em qualquer tipo de investimento, mas quem investe em fundos deve ter um olhar mais atento. Isso porque fundos têm geralmente uma estrutura complexa – por trás de um fundo há uma gestora, uma administradora, os auditores e os distribuidores, e cada um deles precisa ser remunerado.

As taxas de administração e de performance são utilizadas para remunerar a estrutura do fundo. Há ainda outros custos que ficam invisíveis por serem descontados diretamente do patrimônio do fundo. São os encargos: custos das transações de ativos do fundo, com correspondências, cartório, advogados, etc. Os melhores fundos de investimento em geral cobram taxas mais modestas.

E lembre: ao escolher um fundo, observe se os custos não estão corroendo sua rentabilidade. Bancos são especialistas nisso. Veja este caso do Hiperfundo Bradesco, que cobra taxa de administração de 2,5% ao ano sobre o valor investido.

Para falar mais sobre custos, criamos um conteúdo sobre os fundos de investimento do Itaú, para você poder comparar se vale a pena ou não.

Alternativa aos fundos de investimento

Apesar de possibilitarem o acesso a uma gestão profissional de investimentos, os fundos têm algumas desvantagens, como:

  • Falta de transparência: é difícil saber exatamente em que um fundo está investindo;
  • Barreiras de entrada e dificuldade para alocar valores pequenos: os melhores fundos em geral têm aporte mínimo alto e fica difícil diversificar porque seria necessário atingir o mínimo de cada um deles;
  • Burocracia no cadastro: para investir em cada fundo é preciso assinar um termo de adesão;
  • Custos maiores: muitos fundos cobram caro de você para investir em títulos públicos, quando você pode fazer isso com custos bem mais em conta.

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Osório José 14 de maio de 2019 Investimentos

Artigo por

Nasci em 1969, passei a minha infância em Itumbiara, no interior de Goiás. Aos 18 anos, fui estudar em outras cidades, passando por Uberlândia e Ribeirão Preto. Fiz minha Graduação em Ciências da Computação na UNICAMP e formei-me em 1991. No ano seguinte, iniciei minha carreira profissional em São Paulo, realizando uma trajetória de 20 anos na área de Tecnologia de Informação, liderando equipes em empresas nacionais e multinacionais como Itautec, Claro, Telesp Celular, Vivo, Demarest e Almeida Advocacia e Graber Rastreamento. Durante esse período, fiz um MBA em Engenharia da Informação na FASP e outro em Gestão de Tecnologia na FIA USP. Em 2011, iniciei minhas atividades na área de investimentos e, no ano seguinte, mudei-me para Goiânia, onde também iniciei minha atuação no segmento imobiliário. Em Goiânia fiz mais um MBA Executivo em Gestão Comercial no IPOG. Tenho duas filhas lindas e uma esposa que é o alicerce da família. Gosto de tudo relacionado a investimentos. Frase preferida: “Cada escolha, uma renúncia”

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