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O que pretende alcançar?

Como um vencedor do Prêmio Nobel pode melhorar seus investimentos?

Nascido em 1927 nos Estados Unidos, Harry M. Markowitz é uma daquelas pessoas que fizeram a diferença no mundo. Filho de comerciantes e apreciador das histórias em quadrinhos, quem o visse quando criança não imaginaria a revolução que ele traria para o mundo dos investimentos. O próprio admitia que economia nunca fora seu sonho de criança.

Formado na Universidade de Chicago, teve como professores ilustres economistas,  como o vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 1976, Milton Friedman. A influência do trabalho de seus professores o levou a pesquisar sobre a otimização de carteiras de ativos, trabalho esse que o fez ser Laureado com o Prêmio Nobel de Economia de 1990 e revolucionou a maneira como investidores profissionais escolhem suas carteiras.

A pesquisa Markowitz nos ensina que ao escolher os ativos para compor uma carteira, temos que levar em consideração três fatores: a rentabilidade que desejamos, o risco que corremos e a correlação entre os ativos, isto é, o comportamento que os ativos têm entre si.

Dessa forma, Markowitz elaborou seu modelo estatístico baseando-se na rentabilidade dos ativos, na maneira como eles oscilavam no mercado e no comportamento que estes ativos apresentam entre si e, por meio de técnicas matemáticas de Pesquisa Operacional, encontrava as proporções ideais para os ativos em cada carteira.

Vejamos um exemplo para entender a genialidade de Markowitz:

Um investidor que tenha 1 milhão de reais para investir irá se deparar com milhares de ativos financeiros no mercado, de ações a índices, passando por ouro e soja, no mercado. Como ele fará a distribuição do patrimônio nos fundos?

A primeira ideia que surge é colocar todo o patrimônio no fundo de maior rentabilidade, apostando que a rentabilidade futura do fundo tenderá a ser a mesma que a rentabilidade passada. No entanto, na maioria das vezes isso é falso. Comumente fundos que renderam bem nos últimos 2 – 3 anos não serão os fundos que renderão melhor nos próximos 2 – 3 anos. Como exemplo disso, temos os fundos cambiais x Fundo de Ações: Enquanto que de 2014 a 2016 os fundos cambiais renderam mais que o de ações, de 2016 a 2018 a tendência se inverteu e quem colocou dinheiro em 2016 nos fundos cambiais perdeu parte considerável do patrimônio.

 

 

 

 

Vendo que a estratégia anterior é falha, e sabendo que diversificar é uma boa prática em investimentos, uma segunda ideia que surge é dividir o patrimônio igualmente entre as várias opções. No caso de escolhermos 32 dos fundos com maior rentabilidade nos últimos anos, colocaríamos R$ 31.250,00 em cada fundo. O resultado seria:

 

 

 

 

Uma carteira bem diversificada que rendeu 100% nos últimos 3 anos, enquanto o CDI rendeu 30%. Em se tratando de riscos, teríamos uma volatilidade anual entorno de 16%.

No entanto, ao se aplicar a otimização da carteira seguindo os passos de Markwitz, conseguimos:

 

 

 

 

Eis a diferença, a carteira otimizada teve uma rentabilidade maior (de cerca de 110%) e uma volatilidade anual menor (cerca de 14,5%). No mesmo período, a carteira otimizada superou o Benchmark em dois meses a mais que a carteira normal e ficou abaixo do benchmark 2 meses a menos.

Estes ganhos pontuais em rentabilidade e risco, ao longo do tempo, vão se traduzindo em diferenças cada vez maiores. Conforme podemos ver no gráfico abaixo.

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Ricardo Freitas 02 de julho de 2019 Fundo de InvestimentoInvestimentosSem categoria

Artigo por

Formado em Engenharia de Produção pela Universidade de Brasília e Investidor da Bolsa desde 2013. Cruzeirense de coração, dedico a vida a auxiliar pessoas nos seus investimentos e sucesso financeiro.

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