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O mercado financeiro não é somente bolsa de valores

Nos últimos tempos, tenho me deparado bastante com esta concepção de mercado financeiro: assim que menciono mercado financeiro, a maioria me responde perguntando, “Bolsa de valores?”

Eu entendo que cada pessoa tem sua profissão e, como na escola não ensinam nada sobre mercado financeiro, é fácil compreender que muitos não terão conhecimento sobre o assunto.

Venho por meio deste artigo, explicar um pouco mais sobre o mercado financeiro, que às vezes assusta muito, devido à ideia quase geral de que é muito arriscado.

 

MERCADO FINANCEIRO

 

É, por definição, um ambiente de compra e venda de valores mobiliários (ações, opções, títulos), câmbio (moedas estrangeiras) e mercadorias (ouro, produtos agrícolas).

O mercado financeiro pode ser subdividido da seguinte forma:

 

1. Mercado de Capitais

O mercado de capitais trata de títulos, ações e derivativos em bolsas de valores, sociedades corretoras e outras instituições financeiras.
Quando você investe em uma LCI ou LCA de um banco de investimentos, está aplicando no mercado de capitais. Quando compra um lote de ações na bolsa de valores, também.

 

2. Mercado de Crédito

O mercado de crédito é onde são negociados os recursos de curto, médio e longo prazo para pessoas e empresas que buscam capital para capital de giro ou consumo.
O Banco Central é o responsável por controlar e normatizar esse mercado e, por meio do Conselho de Política Monetária, dita os juros básicos da economia, que se refletem nos empréstimos.

 

3. Mercado de Câmbio

O mercado de câmbio é onde ocorre a troca de moeda de uma nação pela moeda de outra. Quando você vai viajar para os Estados Unidos e quer comprar dólar para garantir suas compras ou um passeio na Disney, está atuando no mercado de câmbio.

 

4. Mercado Monetário

O mercado monetário é onde são realizados os empréstimos de curto prazo, com vencimentos inferiores a um ano. A negociação se dá principalmente por meio de títulos do Tesouro. O Banco Central e as instituições financeiras são os agentes desse mercado.

O mercado financeiro oferece basicamente dois tipos de investimento, a renda fixa e a renda variável. Ambas são bastante interessantes e não devem ser descartadas pelo investidor.

No Brasil, a renda fixa tem muito maior adesão do que a variável. E a campeã de aplicações ainda é a poupança.

 

  •  Renda Fixa

Renda fixa é o tipo de investimento que oferece uma base de projeção ou o cálculo do retorno exato antes da aplicação.

Títulos assim podem ter rendimento prefixado, com um juro anual definido, pós-fixado, atrelado a um indicador como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário, referência de rentabilidade), ou híbrido, com um juro fixo mais a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, considerado a inflação oficial do país).

 

  •  Renda Variável

A renda variável ainda é pouco explorada pelo investidor pessoa física no Brasil. Em mercados mais desenvolvidos, como os Estados Unidos, a ela representa fatia bem mais ampla dos investimentos.

Exemplos de renda variável são ações, opções e derivativos na bolsa de valores, fundos de investimento de ações e multimercados, entre outros.

Na comparação com a renda fixa, a variável acarreta maior volatilidade e maior risco de prejuízo, embora ofereça potencial de retornos mais elevados.

 

  • Bolsa de valores

A bolsa de valores é uma plataforma de negociação de ações de empresas de capital aberto.

No Brasil, a bolsa oficial se chama BMF&Bovespa (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo), desde 2008, quando ocorreu a fusão da Bolsa de Valores de São Paulo com a Bolsa de Mercadorias e Futuros.

O investidor pode atuar no mercado à vista, comprando diretamente ações de empresas que considerar promissoras, ou optar por aplicar em fundos de investimento, nos quais o papel de alocação recai sobre o gestor, um profissional com larga experiência na área.

 

  • Fundos de investimentos

Fundos de investimentos são uma excelente maneira de ingressar no mercado financeiro, já que oferecem a chance de você diversificar aplicações sem ter grande conhecimento sobre o assunto.

Em um fundo, você faz um aporte inicial, que é convertido em cotas, e depois espera esse dinheiro se valorizar.

Existem quatro tipos de fundos, considerando as classes de ativos, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais: renda fixa, ações, multimercados e cambiais.

1. Fundo de renda fixa

Tem foco em retornos por meio de investimentos em ativos de renda fixa (também são aceitos títulos sintetizados via derivativos), com estratégias que envolvam risco de juros e de índice de preços. São indicados para quem quer menor volatilidade e riscos bastante controlados, com alta liquidez.

2. Fundo de ações

Possui principalmente ativos de renda variável, como ações à vista, bônus ou recibos de subscrição, certificados de depósito de ações. No mínimo, 67% da carteira é alocada nessas aplicações.

3. Fundo multimercado

É o mais versátil dos fundos e oferece estratégias complexas, sem muitas restrições sobre as alocações em determinados ativos ou derivativos.

4. Fundos cambiais

Pelo menos 80% da carteira é destinada a ativos relacionados diretamente ou sintetizados, via derivativos, a moedas estrangeiras. É uma opção bastante atraente para quem possui contratos em moeda estrangeira e busca se proteger de oscilações do dólar ou do euro, por exemplo.

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Rafael Tocantins 24 de setembro de 2019 Fundo de InvestimentoInvestimentos

Artigo por

Assessor na LHx Investimentos

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